quinta-feira, 11 de setembro de 2008


O Telejornalismo na Internet


O telejornalismo é um gênero jornalístico que representa uma prática de informações conhecidas pela sociedade. Por seu lado, a internet é uma possibilidade midiática recente, sedutora e que vem cativando enormemente a atenção dos pesquisadores, apesar de configurar-se como recurso exclusivo da parte da população. No cenário ciberespacial, muitos formatos estão sendo testados, tendo despertados os interesses das empresas jornalísticas em, todos os cantos do Planeta. Todavia, alguns portais e fornecedores de serviços de internet decidiram convidar jornalistas conhecidos para apresentar noticiários televisivos típicos da tevê aberta no novo suporte.

O telejornalismo tem como atributos centrais imagem cinética e o áudio, que trazem forma complementares de expressão como gráficos, animações e a edição. Na sua edição “recorta” os eventos originais, dando nova ordem e intensidade e, portanto, nova significação aos segmentos captados numa alteração internacional do real que se poderia considerar originalmente como “puro”, apresentando a audiência o real “elaborado” pelas estruturas de comunicação. Todavia, turbulências editoriais e descaminhos atualmente presenciados revelam a fragilidade do sistema, já que as empresas sofrem forte influência dos índices de audiência que não conseguem espelhar a dinâmica da adesão e, muitos menos, expressar índices confiáveis.

Surge a internet, na metade da década de 1990. No inicio, apesar do receio do mercado, o ambiente acadêmico imergiu decididamente (sobretudo nos Estados Unidos), propondo novas formas de atuação, eficiência e controle. Com o passar do tempo, verificou-se que finalmente mudara a relação no acesso à informação: passaríamos da informação restrita o conceito da “sobrecarga” de informações. Por estas razões, os hábitos sociais e alguns começaram a mudar. No cenário do trabalho, o não-acesso e o não-convivio cibernético passaram a barrar os trabalhadores definidos como analfabetos digitais, conforme indicava o Financial Time em julho de 2000. Como o editorial de O Estado de S. Paulo em julho de 2000, constatou-se, assim, que a internet “é a boa para desenvolvidos”. No Brasil, estudo descobriu que “só dois por cento da população das nove principais regiões metropolitanas do país tem capacidade de virar um internauta”, conforme informava o jornal Valor em setembro de 2000.

O computador traz a necessidade de que o usuário seja alfabetizado, saiba o que significa “a”, “b”, o número um e suas combinações. O usuário deve ter cultura mínima para o convívio, e usufruto dos equipamentos informatizados, além disso, precisa ter conhecimento mínimo da língua inglesa. O navegante devera ter tempo e recursos financeiros, uma vez que o acesso ao provedor e o custo das ligações requerem quantia como qual de muitas famílias se alimentam em um mês em nosso País.

O telejornalismo na internet será viabilizado na tela de um monitor, sendo que a na tela do monitor as pessoas estão acostumadas a interagir com letras e números, com imagens e sons de baixa resolução, portanto na internet será diferente com melhor qualidade, conexões mais rápidas e, transmissões complexas e caras, as imagens serão transmitidas em dez ou quinze quadro por segundo, em tela reduzida, com baixa resolução de imagem, tendo só,entre o áudio em tempo real e com legibilidade aceitável.Lembrando que a imagem da televisão é transmitida em trinta quadros por segundo.

“Assim resta-me a inevitável constatação de que poucos jornalistas com espaço na internet para programas formatados como os costumeiros telejornais das redes de televisão abertas de nosso País. Podem estar somente servindo com “isca” para atrais audiência para os provedores de serviços a que pertencem por representar verdadeira “grifes”, com respeitável credibilidade, estes jornalistas podem estar atuando somente como reforço de marketing para os portais, não representando inovação expressiva na arte da difusão da informação”, diz Sebastião Carlos de Moraes Squirra, jornalista e comunicador visual.

Um comentário:

mari fiorelli disse...

ok! mas é bom colocar as referencias do txto.