quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Doenças Cardiovasculares

A pesquisadora Lucélia Batista Neves Cunha Magalhães, 51 anos, médica cardiologista, atualmente assessora do Secretário Municipal de Saúde, trata doenças cardiovasculares, reconhecidas como problema de saúde pública no Brasil e em muitos países do mundo.

A maioria dos fatores de risco cardiovasculares identificados tem como características principais, estarem presentes em grupos de indivíduos aparentemente sadios e serem passíveis de prevenção, hipertensão arterial, hipertensão, fatores de risco, doenças cardiovasculares e tratamento serão desenvolvidos nesta entrevista.

Betânia César- O que são doenças Cardiovasculares?

Lucélia Magalhães - Como o nome diz, são doenças do coração e dos vasos, seja artéria e veias, então na verdade são doença que atacam no sistema circulatório, incluindo a bomba que é o coração. Estas doenças cardiovasculares ocupam o primeiro lugar como causa de morte no Brasil, representando cerca de 30% de todos os óbitos, em todas as faixas etárias, e para ambos os sexos.

BJ - Quais são os fatores de risco?

LM - Os Fatores de risco clássicos são envelhecimentos, quanto, mas velhos mais riscos, quem tem diabetes, hipertensão, gordura aumentada no sangue, quem estar estressado, sedentário, quem fuma, é obeso, quem tem historia familiar, ou seja, que tem vários casos na família sobre estas doenças, essas pessoas têm os maiores risco de desenvolver as doenças cardiovasculares de origem genéticas. O sexo masculino é que tem mais riscos do que doenças no coração e vasos e não as mulheres, devido aos hormônios sexuais femininos, que a mulher é uma fabrica, sendo uma fábrica ela tem que ser, mas preservadas para garantir a perpetuação da espécie, nós mulheres na face reprodutivas são privilegiadas, menos doenças por serem mais úteis para a mamentação da espécie.

BC - Como eles são identificados?

LM- A maioria dos fatores é identificada como características principais por estarem presentes em grupos de indivíduos aparentemente sadios e serem passíveis de prevenção. Resultantes não só da predisposição genética, mas da presença e da combinação de fatores ambientais, ligados aos hábitos de vida como sedentarismo e alimentação inadequada e ao tabagismo, bem como aos aspectos-emocionais.

BC- Como a população pode evitar estas doenças?

LM- Evitando alimentos com pouco sal, pouca gordura, não se tornando obesos, mantendo atividades físicas diárias, não ingerindo muito sal e nem quantidade de álcool, mantendo sua pressão arterial controlada gordura no sangue controlado, uma vida mais tranqüila, sem estresse, a varias formas que a população detêm para evitar estas doenças.

BC – O que define os Fatores de risco cardiovasculares?

LM - A Síndrome Metabólica, uma reunião de fatores de risco cardiovasculares inter-relacionados, incluindo a obesidade visceral, o nível sérico baixo de colesterol-HDL, o aumento das triglicérides, a hiperglicemia e a pressão arterial elevada. Esta constelação de fatores de risco contribui para o desenvolvimento da doença cardiovascular aterosclerótica (doença inflamatória crônica na qual ocorre a formação de placas dentro dos vasos sanguíneos) e constitui uma das explicações para sua alta morbi-mortalidade.

BC - Em que período de vida começa estas doenças?

LM- Na verdade ela começa muito cedo, começa provavelmente no fim da primeira década, existem alterações nos vasos e são iniciantes no processo, chegam ao auge na 4º e 5° década da vida. O processo é lento tem que ter uma boa alimentação desde criança, algum tempo ele se manifesta, através de uma morte subida, um derrame celebral, um impacto.

BC – Qual a diferença da depressão e a ansiedade, causada pela Síndrome Metabólica entre o Homem e a Mulher?

LM- Existe uma diferença de gênero, os homens tendem a ser mais ansiosos, ansiedade é a inquietação de estar sempre querendo fazer algo, é muita ação, a depressão é ao contrario é ausência destes estímulos a pessoa não quer fazer nada, perdeu a motivação para viver. Os homens têm mais ansiedades de 9,1% e mulheres tem mais depressão de 22,5% é bem nítida a diferença entre um e outro.

BC- Qual a definição de sedentarismo?

LM- Foi definido a partir de quatro critérios de inatividade física. Inatividade no trabalho profissional: ausência de atividade física no trabalho profissional ou a presença de leve atividade física como: trabalho realizado quase exclusivamente sentado ou com um tempo menor que 25% do tempo total em pé ou com deslocamento. Inatividade no trabalho doméstico: ausência de atividade doméstica ou com atividade no trabalho doméstica leve, com pequenos reparos, ou limpeza leve e preparo de alimentos. Inatividade física no deslocamento para o trabalho: a ida e a volta de carro, ou ônibus, e caminhar menos que 30 minutos para este deslocamento além de realizar tarefas de rua, na maioria das vezes, de carro ou a pé. Inatividade física no lazer: O lazer não inclui atividade física.

BC- Como é classificado o sedentarismo entre os sexos?

LM- O sedentarismo do lazer e do trabalho predominou entre as mulheres, sendo para elas duas vezes mais freqüentes do que entre os homens. O sedentarismo do deslocamento, também é mais freqüente entre as mulheres, embora estas diferenças não sejam tão marcantes. Entretanto, quando analisado o sedentarismo na esfera doméstica, o padrão inverte-se, sendo 2,5 vezes mais freqüentes entre os homens.

BC - Em sua opinião, que visão a sociedade tem das doenças Cardiovasculares?

LM- As doenças Cardiovasculares, associadas aos fatores de risco, anteriormente relatados, são reconhecidas como problema de saúde pública no Brasil e em muitos países do mundo. Estes fatores de riscos para estas doenças têm grande importância para países em desenvolvimento. Esta importância refere-se ao uso destes conhecimentos como instrumento para políticas de saúde, orientando planejamento dos gestores.





Betânia Cesar

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