quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Eleições 2008.

05 de Outubro de 2008 um dia ensolarado começa as “Eleições 2008”, Salvador não para, multidões de pessoas nas ruas, transito engarrafado, muita gente nas esquinas bebendo, som alto e pessoas fazendo boca de urnas, tudo por causa das eleições.

As ruas estavam todas sujas, vários papeis de candidatos jogados, as escolas que a população votava não existiam praticamente filas, tudo estava tranqüilo, andando muito rápido. Os candidatos prometem um mundo maravilhoso caso sejam eleitos, mesmo sabendo que a crise econômica está próxima e promete atrapalhar. A democracia burguesa está impondo uma nova farsa.

A população praticamente “cega” continua votando em candidatos que não fazem nada por Salvador, ou candidatos que não fazem o perfil de representar a população brasileira na câmara, como deputados, vereadores ou prefeitos.

O candidato João Henrique Carneiro (PMDB), com 30,9% dos votos válidos, vai enfrentar Walter Pinheiro, que obteve 30%, no 2º turno das eleições em Salvador. Na capital da Bahia, ACM Neto (DEM) ficou em 3º, com 26,7%, com 97,93% dos votos válidos, e não pode mais alcançar o segundo turno. Estes resultados foram a grande surpresa para a população soteropolitana.

O governo segue lucrando em cima do crescimento econômico que já está acabando, enquanto a recessão vai dos EUA para a Europa e o Japão. As conseqüências da crise internacional, inevitavelmente, vão cair sobre o Brasil. Mas o que importa para o governo é que isso acontecerá depois das eleições, quando já terá se dado bem com o crescimento atual.

Existe, inclusive, um recuo da inflação, resultado da queda do preço das matérias-primas no mercado internacional com o início da recessão. Para a população, porém, os preços dos alimentos seguem muito altos.

A população antes de votar tem que pensar nas conseqüências, porque, agora todos prometem tudo de melhor, mas, vamos esperar depois de ser eleitos o que irão fazer. Votar nos candidatos governistas é reforçar aqueles que querem nos derrotar. Cada voto nas candidaturas ajudará a apoiar as lutas do futuro.

Betânia Cesar

Doenças Cardiovasculares

A pesquisadora Lucélia Batista Neves Cunha Magalhães, 51 anos, médica cardiologista, atualmente assessora do Secretário Municipal de Saúde, trata doenças cardiovasculares, reconhecidas como problema de saúde pública no Brasil e em muitos países do mundo.

A maioria dos fatores de risco cardiovasculares identificados tem como características principais, estarem presentes em grupos de indivíduos aparentemente sadios e serem passíveis de prevenção, hipertensão arterial, hipertensão, fatores de risco, doenças cardiovasculares e tratamento serão desenvolvidos nesta entrevista.

Betânia César- O que são doenças Cardiovasculares?

Lucélia Magalhães - Como o nome diz, são doenças do coração e dos vasos, seja artéria e veias, então na verdade são doença que atacam no sistema circulatório, incluindo a bomba que é o coração. Estas doenças cardiovasculares ocupam o primeiro lugar como causa de morte no Brasil, representando cerca de 30% de todos os óbitos, em todas as faixas etárias, e para ambos os sexos.

BJ - Quais são os fatores de risco?

LM - Os Fatores de risco clássicos são envelhecimentos, quanto, mas velhos mais riscos, quem tem diabetes, hipertensão, gordura aumentada no sangue, quem estar estressado, sedentário, quem fuma, é obeso, quem tem historia familiar, ou seja, que tem vários casos na família sobre estas doenças, essas pessoas têm os maiores risco de desenvolver as doenças cardiovasculares de origem genéticas. O sexo masculino é que tem mais riscos do que doenças no coração e vasos e não as mulheres, devido aos hormônios sexuais femininos, que a mulher é uma fabrica, sendo uma fábrica ela tem que ser, mas preservadas para garantir a perpetuação da espécie, nós mulheres na face reprodutivas são privilegiadas, menos doenças por serem mais úteis para a mamentação da espécie.

BC - Como eles são identificados?

LM- A maioria dos fatores é identificada como características principais por estarem presentes em grupos de indivíduos aparentemente sadios e serem passíveis de prevenção. Resultantes não só da predisposição genética, mas da presença e da combinação de fatores ambientais, ligados aos hábitos de vida como sedentarismo e alimentação inadequada e ao tabagismo, bem como aos aspectos-emocionais.

BC- Como a população pode evitar estas doenças?

LM- Evitando alimentos com pouco sal, pouca gordura, não se tornando obesos, mantendo atividades físicas diárias, não ingerindo muito sal e nem quantidade de álcool, mantendo sua pressão arterial controlada gordura no sangue controlado, uma vida mais tranqüila, sem estresse, a varias formas que a população detêm para evitar estas doenças.

BC – O que define os Fatores de risco cardiovasculares?

LM - A Síndrome Metabólica, uma reunião de fatores de risco cardiovasculares inter-relacionados, incluindo a obesidade visceral, o nível sérico baixo de colesterol-HDL, o aumento das triglicérides, a hiperglicemia e a pressão arterial elevada. Esta constelação de fatores de risco contribui para o desenvolvimento da doença cardiovascular aterosclerótica (doença inflamatória crônica na qual ocorre a formação de placas dentro dos vasos sanguíneos) e constitui uma das explicações para sua alta morbi-mortalidade.

BC - Em que período de vida começa estas doenças?

LM- Na verdade ela começa muito cedo, começa provavelmente no fim da primeira década, existem alterações nos vasos e são iniciantes no processo, chegam ao auge na 4º e 5° década da vida. O processo é lento tem que ter uma boa alimentação desde criança, algum tempo ele se manifesta, através de uma morte subida, um derrame celebral, um impacto.

BC – Qual a diferença da depressão e a ansiedade, causada pela Síndrome Metabólica entre o Homem e a Mulher?

LM- Existe uma diferença de gênero, os homens tendem a ser mais ansiosos, ansiedade é a inquietação de estar sempre querendo fazer algo, é muita ação, a depressão é ao contrario é ausência destes estímulos a pessoa não quer fazer nada, perdeu a motivação para viver. Os homens têm mais ansiedades de 9,1% e mulheres tem mais depressão de 22,5% é bem nítida a diferença entre um e outro.

BC- Qual a definição de sedentarismo?

LM- Foi definido a partir de quatro critérios de inatividade física. Inatividade no trabalho profissional: ausência de atividade física no trabalho profissional ou a presença de leve atividade física como: trabalho realizado quase exclusivamente sentado ou com um tempo menor que 25% do tempo total em pé ou com deslocamento. Inatividade no trabalho doméstico: ausência de atividade doméstica ou com atividade no trabalho doméstica leve, com pequenos reparos, ou limpeza leve e preparo de alimentos. Inatividade física no deslocamento para o trabalho: a ida e a volta de carro, ou ônibus, e caminhar menos que 30 minutos para este deslocamento além de realizar tarefas de rua, na maioria das vezes, de carro ou a pé. Inatividade física no lazer: O lazer não inclui atividade física.

BC- Como é classificado o sedentarismo entre os sexos?

LM- O sedentarismo do lazer e do trabalho predominou entre as mulheres, sendo para elas duas vezes mais freqüentes do que entre os homens. O sedentarismo do deslocamento, também é mais freqüente entre as mulheres, embora estas diferenças não sejam tão marcantes. Entretanto, quando analisado o sedentarismo na esfera doméstica, o padrão inverte-se, sendo 2,5 vezes mais freqüentes entre os homens.

BC - Em sua opinião, que visão a sociedade tem das doenças Cardiovasculares?

LM- As doenças Cardiovasculares, associadas aos fatores de risco, anteriormente relatados, são reconhecidas como problema de saúde pública no Brasil e em muitos países do mundo. Estes fatores de riscos para estas doenças têm grande importância para países em desenvolvimento. Esta importância refere-se ao uso destes conhecimentos como instrumento para políticas de saúde, orientando planejamento dos gestores.





Betânia Cesar

"PARA SER JORNALISTA É PRECISO VER O MUNDO COM OLHOS CRÍTICOS"

quinta-feira, 11 de setembro de 2008


O Telejornalismo na Internet


O telejornalismo é um gênero jornalístico que representa uma prática de informações conhecidas pela sociedade. Por seu lado, a internet é uma possibilidade midiática recente, sedutora e que vem cativando enormemente a atenção dos pesquisadores, apesar de configurar-se como recurso exclusivo da parte da população. No cenário ciberespacial, muitos formatos estão sendo testados, tendo despertados os interesses das empresas jornalísticas em, todos os cantos do Planeta. Todavia, alguns portais e fornecedores de serviços de internet decidiram convidar jornalistas conhecidos para apresentar noticiários televisivos típicos da tevê aberta no novo suporte.

O telejornalismo tem como atributos centrais imagem cinética e o áudio, que trazem forma complementares de expressão como gráficos, animações e a edição. Na sua edição “recorta” os eventos originais, dando nova ordem e intensidade e, portanto, nova significação aos segmentos captados numa alteração internacional do real que se poderia considerar originalmente como “puro”, apresentando a audiência o real “elaborado” pelas estruturas de comunicação. Todavia, turbulências editoriais e descaminhos atualmente presenciados revelam a fragilidade do sistema, já que as empresas sofrem forte influência dos índices de audiência que não conseguem espelhar a dinâmica da adesão e, muitos menos, expressar índices confiáveis.

Surge a internet, na metade da década de 1990. No inicio, apesar do receio do mercado, o ambiente acadêmico imergiu decididamente (sobretudo nos Estados Unidos), propondo novas formas de atuação, eficiência e controle. Com o passar do tempo, verificou-se que finalmente mudara a relação no acesso à informação: passaríamos da informação restrita o conceito da “sobrecarga” de informações. Por estas razões, os hábitos sociais e alguns começaram a mudar. No cenário do trabalho, o não-acesso e o não-convivio cibernético passaram a barrar os trabalhadores definidos como analfabetos digitais, conforme indicava o Financial Time em julho de 2000. Como o editorial de O Estado de S. Paulo em julho de 2000, constatou-se, assim, que a internet “é a boa para desenvolvidos”. No Brasil, estudo descobriu que “só dois por cento da população das nove principais regiões metropolitanas do país tem capacidade de virar um internauta”, conforme informava o jornal Valor em setembro de 2000.

O computador traz a necessidade de que o usuário seja alfabetizado, saiba o que significa “a”, “b”, o número um e suas combinações. O usuário deve ter cultura mínima para o convívio, e usufruto dos equipamentos informatizados, além disso, precisa ter conhecimento mínimo da língua inglesa. O navegante devera ter tempo e recursos financeiros, uma vez que o acesso ao provedor e o custo das ligações requerem quantia como qual de muitas famílias se alimentam em um mês em nosso País.

O telejornalismo na internet será viabilizado na tela de um monitor, sendo que a na tela do monitor as pessoas estão acostumadas a interagir com letras e números, com imagens e sons de baixa resolução, portanto na internet será diferente com melhor qualidade, conexões mais rápidas e, transmissões complexas e caras, as imagens serão transmitidas em dez ou quinze quadro por segundo, em tela reduzida, com baixa resolução de imagem, tendo só,entre o áudio em tempo real e com legibilidade aceitável.Lembrando que a imagem da televisão é transmitida em trinta quadros por segundo.

“Assim resta-me a inevitável constatação de que poucos jornalistas com espaço na internet para programas formatados como os costumeiros telejornais das redes de televisão abertas de nosso País. Podem estar somente servindo com “isca” para atrais audiência para os provedores de serviços a que pertencem por representar verdadeira “grifes”, com respeitável credibilidade, estes jornalistas podem estar atuando somente como reforço de marketing para os portais, não representando inovação expressiva na arte da difusão da informação”, diz Sebastião Carlos de Moraes Squirra, jornalista e comunicador visual.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

TSE cria incertezas sobre uso da internet

"Sentenças incoerentes criam incertezas sobre uso da internet"

Uma boa dose de incerteza cerca o uso da internet para fins eleitorais no Brasil. Logo após a controvertida decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de permitir a propaganda eleitoral na rede somente por uma página dedicada exclusivamente para a campanha eleitoral, as de domínio ".can", decisões carentes de coerência e uniformidade vêm colocando na berlinda candidatos e usuários país afora. Há, no entanto, entre especialistas em legislação eleitoral, a perspectiva de que está se caminhando para uma regulamentação definitiva a respeito.
A Resolução 22.718, que dispõe sobre a propaganda eleitoral, foi publicada em fevereiro deste ano. Logo em seguida, provocado por consulta feito por um parlamentar, o TSE anunciou que não detalharia a resolução, deixando a interpretação sobre o que configura uso abusivo da internet a critério de cada juiz.
Ou seja, desde então, a utilização de vídeos hospedados no Youtube, perfis e comunidades de candidatos no site de relacionamentos Orkut, spams com a proposta de candidatura, participar do Second Life, entre outras utilizações inovadoras para o ambiente político brasileiro, têm ora sido autorizadas pelos Tribunais Regionais, ora não. Se, em maio, o TRE do Rio de Janeiro autorizou a utilização de blogs e redes sociais pelos candidatos em suas campanhas, seu correspondente em São Paulo afirmou que seguiria à risca a decisão do TSE: propaganda, só na página ".can".
De imediato, a falta de critérios claros foi amplamente criticada pela insegurança jurídica e pela possibilidade de criar desigualdades entre os candidatos (veja matéria deste Observatório sobre o assunto). As iniciativas legais para rever a posição do TSE também não tardaram.
Em julho, o portal iG entrou com mandado de segurança contestando a Lei 9.504/97 e a Resolução 22.718/08 que, no entender da empresa, "criam uma série de embaraços, impedimentos e restrições à livre circulação de idéias, informações e opiniões em período eleitoral no ambiente da internet" ver "TSE julga mandado de segurança impetrado pelo iG" e "A internet nas eleições e o debate necessário". O TSE deveria ter julgado a ação na quinta-feira (28/8), porém a votação foi adiada. Também a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados solicitou ao presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto, que o órgão reveja as normas.

Confusão anterior
A falta de consenso entre os ministros do TSE tem impedido a publicação de uma legislação específica para a rede. Ayres Britto, já defendeu que o uso da web deve ser liberado aos candidatos, em respeito à liberdade de expressão, e que os casos devem ser analisados um a um, mas não conta com a adesão do relator da consulta, Ari Pargendler, que alega que a internet é igual a qualquer outro meio de comunicação.
De qualquer forma, a confusão em relação ao papel da internet nas eleições já estava prevista na Lei 9.504/97, a Lei Eleitoral. Ela iguala a internet aos veículos de rádio e televisão, o que, claramente, é bastante questionável. Diferente da rede mundial de computadores, o rádio e a TV são concessões públicas e, por conta disso, têm obrigações específicas em relação ao processo eleitoral. Além disso, a preocupação presente na legislação de se evitar o abuso de poder econômico não tem sido bem calibrada neste caso.

Potencial da rede
Para o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, ao limitar o uso da internet na disputa eleitoral, o TSE restringe a interatividade entre eleitores e candidatos. "Com a Resolução 22.718, o TSE reduziu o grau de interação entre candidatos e cidadãos e reduziu o poder de uma esfera pública interconectada", afirma Amadeu. "As redes sociais – entre elas, Orkut, Facebook, Twitter, Youtube –, ao contrário dos veículos da mídia de massa, além de serem gratuitas, são multidirecionais."
Em outras palavras, um candidato que cria seu perfil no Orkut ou insere um vídeo com suas propostas no Youtube é instado a dialogar. "Isso fortalece o uso público da razão e a própria concepção de democracia deliberativa", comenta Amadeu.
A discussão ganha ainda mais relevância quando se considera o cenário internacional e o candidato à presidência dos Estados Unidos Barack Obama entra em cena. Se, há um ano, o então pré-candidato democrata não passava de um azarão que pouco incomodaria a virtual candidata Hillary Clinton, sua ascensão à candidatura oficial do partido é resultado, segundo vários especialistas, da fabulosa mobilização via internet alcançada pelo democrata, transformando-o no exemplo mais bem-sucedido de utilização da rede até aqui.
Já no Brasil, ainda não se sabe se a internet pode, de fato, superar as ferramentas tradicionais de propaganda que, invariavelmente, beneficiam os candidatos do establishment, produzindo surpresas num futuro próximo. Evidentemente, isso também dependeria da criatividade e ousadia dos próprios candidatos, mas mesmo as mais tímidas iniciativas tiveram pouca receptividade da Justiça Eleitoral.

Regras para quê?
Para o ex-ministro do TSE Eduardo Alckmin, a norma editada pelo TSE não deveria criar tanta celeuma. Para ele, as regras são dirigidas a candidatos e partidos e visam conter o poder econômico. "Isto não significa que usuários não possam se expressar em sites de relacionamento", diz o jurista.
Alckmin lembra também que se trata de temas novos e realidades sem precedentes, o que ainda dificulta uma regulamentação. "Ainda existem muitas falhas na legislação, mas acho que o TSE tem procurado melhorá-las", afirma Sonia Barbosa, da ONG Voto Consciente.
Sérgio Amadeu, no entanto, não confia plenamente na possibilidade de uma regulamentação democrática para a rede. Para ele, existe uma pequena parcela da sociedade que não aceita a comunicação livre e que teme o fato de que a esfera pública foi imensamente alargada pelas redes informacionais. "Por isso, insisto que qualquer regulamentação deve garantir o livre uso das redes."

Interpretações diversas
Os casos mais emblemáticos citaram justamente o Youtube e o Orkut, dois dos sites mais visitados por brasileiros. Em São Paulo, o candidato a prefeito Geraldo Alckmin (PSDB) foi impedido de utilizar em seu site vídeos hospedados no Youtube, enquanto que no Rio Grande do Sul Manoela D’Ávila (PCdoB) conseguiu o feito. No Rio de Janeiro, Fernando Gabeira (PV) tentou criar pela rede mobilização semelhante à de Obama, mas foi rapidamente cerceado pela Justiça por "propaganda indevida", mesmo quando se tratavam de banners inseridos em sites ou blogs de apoiadores de sua candidatura.
Dezenas de outros casos no país têm sido tratados de maneiras completamente diversas. Em Curitiba, a Justiça Eleitoral liberou a criação de comunidades virtuais no Orkut apoiando ou rejeitando candidatos que disputam as eleições municipais. O Ministério Público local requeria a retirada das páginas por suposta propaganda indevida, mas como a Resolução 22.718 não aborda as comunidades virtuais, elas acabaram sendo mantidas.
Em Cuiabá (MT) e em Blumenau (SC), candidatos a vereador aguardam decisão da Justiça Eleitoral por propaganda eleitoral no Orkut. O caso mais impressionante, contudo, ocorreu em Itajaí (SC), onde pelo menos dois internautas alegam que seus perfis no Orkut foram apagados por fazerem referências a candidatos. Os usuários que tiveram suas contas suspensas contam que suas páginas exibiam mensagem dizendo que o acesso ao serviço havia sido suspenso "devido a violações observadas nos termos de serviço". Os dois perfis mostravam apoio a um candidato na foto de apresentação ou referência ao partido. O Google admitiu que tem recebido solicitações de TREs para exclusão de conteúdos.
Para o ex-ministro Eduardo Alckmin, a Justiça está aprendendo a interpretar melhor essa nova realidade e que há uma tendência a uniformidade da legislação. "A internet atinge grande parte da população e é um meio poderoso para difundir candidaturas. Não acredito que deva haver cerceamento aos candidatos, que já tem muitas restrições, além do período curto de campanha."
De qualquer forma, assegurar a devida regulamentação que também impeça o abuso do poder econômico – que já está completamente impregnado nas mídias tradicionais – é mais do que necessário. Mas uma preocupação justa não pode redundar no cerceamento da livre circulação de idéias. Essa é a preocupação de Sérgio Amadeu. "A regulamentação do uso da internet deve garantir o debate e não o controle, a interatividade ao invés de incentivar a simples propaganda. A lógica das redes é a da comunicação distribuída; impedi-la é um desserviço a liberdade de expressão e de relacionamento."